domingo, 2 de junho de 2013

Capitulo II, Parte I - O clérigo

Era um dia frio em Sunisia, e assim como os dias frios em outras partes do reino, a neve caia do céu como a chuva. Guardas caminhavam nas ruas e becos, fazendo a guarda da população, eram mal vistos por todos já que a corrupção tomava conta da cidade... e ter a cabeça decepada em algum desvio de língua não era tão incomum quanto deveria ser. A falsa proteção que passavam era maravilhosa, fingiam que ligavam para o povo enquanto o povo fingia acreditar em toda aquela baboseira. Midrius V era o rei, e assim como qualquer governante tentava manter as aparências mesmo tendo um reino corrompido nas mãos, e era impossível manter as aparências em um lugar tão podre.
Ninguém sabia ao certo quando toda aquela podridão havia começado, alguns culpavam a praga rogada pelos 3 primordiais em Inakim, alguns culpavam o próprio Inakim. Corriam boatos também de que os Clérigos do caos haviam passado por lá a mando de Inakim, e que corromperam o rei Midrius III com as palavras de seu deus. Mas, os mais realistas diziam que aquilo tudo era obra das mãos dos próprios habitantes, e que a corrupção se devia ao fato de que os Humanos são podres... o que era mais fácil de se acreditar, já que algumas partes do reino serviam de refúgio para ladrões e assassinos.

Nas noites frias assim, os homens costumam passar a noite nas grandes tavernas, aquecidos pelo fogo de uma grande lareira, vinho e lindas bailarinas e garçonetes. Esse tipo de lugar é frequentado pela ralé da sociedade, já que os nobres tem os seus próprios meios de passar uma noite assim confortavelmente em suas casas.
É aqui que os jogos de azar acontecem, as brigas, as quedas de braço, a bebedeira... tavernas são também muitas vezes um prostíbulo disfarçado. Homens em busca de um pouco de amor e prazer, mulheres atrás de grandes moedas de ouro...

Regados pela musica, os homens bebem e cantarolam canções sobre grandes cavernas e tesouros, não percebem o homem ali sentado. Quieto, bebericando de sua caneca de vinho, olhando para os demais alegres e felizes. O que passa pela cabeça do homem é quão patética é aquela situação, bebendo e rindo enquanto o reino se desfazia lentamente... onde estavam os antigos rebeldes que outrora ocupavam as ruas com suas espadas e gritos de guerra? Era agora apenas a sombra do que restou dos filhos da revolução, um lugar esquecido pelos Primordiais e abandonado para afundar sozinho. O homem tinha em sua cintura uma bainha muito bela de cor dourada e o cabo de sua espada ostentava lindas jóias, fruto de saques passados.
Já embriagado o homem se levanta, cansara de toda aquela baboseira de prostitutas e bastardos, queria sair daquele lugar apodrecido pela alma dos conformados. Saiu chutando a porta enquanto todos pararam para olhar o homem, escarrou o chão dizendo: "Vocês me dão nojo". Neste momento todos pararam para olhar o homem que saia, e ao fundo se ouviu uma voz firme 
-Você é o filho bastardo de Inakim, não é?
-Que blasfêmia é essa, velho louco? -Disse o homem, se aproximando do senhor que o chamava ao fundo.
-Você PRECISA me acompanhar "Pirata".

Os dois saíram da taverna e caminharam até uma das ruelas próximas, o velho parou em frente a uma casa muito antiga e em estado lamentável, tirou sua chave cor de cobre e abriu a grande porta. No interior apenas uma lareira apagada e alguns livros em uma estante, teias de aranha em todos os cantos da parede, uma grande mesa ao centro que ficava em cima de um velho tapete vermelho. Era suja, destruída .. mas com algumas velas e a lareira acesa se tornava aconchegante.
-Sente-se "Pirata". -Disse o velho apontando para uma pequena cadeira ao lado da lareira.
-Então, qual o propósito de eu estar aqui?
-Além de se livrar de uma surra dos bandidos mais perigosos dessa cidade?

-Muito engraçado! Agora me explique a história que havia começado na taverna, é melhor não ser apenas um insulto proferido a toa...
-Pois bem... há muito tempo atrás, quando a matança em Sunisia ainda estava fresca na memória de todos, as lendas diziam que os deuses anunciariam a volta das Grandes Bestas para destruir a cidade corrompida. Nós estamos na cidade corrompida, e eu Pirata, sou um dos oráculos dessa terra.
-Então...
-Eu vi a vinda deles, eu vi a morte deste povo e eu vi o fogo consumindo tudo o que era vivo. Não consegui ver as Bestas em meu sonho, porque sua aparência é desconhecida até para os Primordiais... mas eu vi o futuro desta terra, eu vi o futuro dos Humanos, e eu vi Inakim te escolhendo para triunfar sobre tudo. Você pelo jeito foi um ótimo causador de destruições... Quer ouvir um segredo, Pirata?
-Se você quer me contar, vá em frente...
-Eu era um Clérigo de Inakim, eu era um Clérigo da destruição. Inakim não odeia os seres-vivos, ele tem um amor imenso pelos Humanos porque o erro inicial foi dele. Ele nos jogou no abismo sem volta, eles nos tornou essa maquina de perversão e ódio que vemos hoje em dia, ele quer nos ajudar a mudar a situação em que estamos mas ninguém consegue ver isso. Mas você... você é o escolhido de Inakin, o filho preferido, aquele que vai livrar Eternium de toda a corrupção.
-HAHAHA você deve estar brincando... certo?
-Não. Era o seu destino fazer as coisas que fez com sua vida, era seu destino ser encontrado por mim. Eu nem precisei te procurar Pirata, você veio a mim como estava escrito que seria.
-Eu prefiro não acreditar em você, velho! Não escolhi isso.
-Você não tem escolha.

As palavras soaram como uma tempestade na cabeça de Simon (O Pirata), subitamente caiu em uma turbilhão de pensamentos, viajando por entre cada palavra e frase, mergulhando no futuro de um mundo caótico e destruído, seria esse o sinal que ele precisava ou uma indução mágica do antigo clérigo?
Ao despertar Simon se viu deitado ao chão de uma antiga casa de madeira, mas agora sem a lareira, velas ou sinais que alguém estivera ali um dia. Cabia a ele descobrir como SE ajudar para ajudar aos outros. Esse era o começo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Capitulo I, Parte IV - Os Deus "menores"

Após as mudanças em Eternium a paz reinou absoluta por 250 anos. Pol'gar chamou Dum e o alertou de uma necessidade que conseguira observar em Eternium, ele havia visto que ela precisaria de mais seres iguais a ele. Dum viu que o que Pol'gar dizia era de fato verdade, Eternium estava muito grande e populosa e precisaria de mais controle. Chamou Zum e Sum, e decidiu votar o caso em uma assembléia a 3. Sentaram e conversaram por dias, analisaram cada parte de Eternium, cada tribo, cada ser... viram que aquele povo precisaria ser guiado por mais seres, 4 era pouco. O povo era único, cada ser havia criado uma particularidade, um desejo, um oficio... Decidiram então procurar nos salões de Pol'gar os espíritos mais sábios e dar a eles o poder para se tornarem "Deuses". A responsabilidade era grande, funcionariam como mensageiros e informantes dos 3 primordiais, descendo as informações e subindo as novidades.

Os escolhidos foram selecionados a partir do oficio que exerciam em vida, ou da morte que tiveram. Talvez as escolhas que fizeram em vida, as coisas que gostavam...

Foram eles:
Harktar (Invocação, força espiritual)
Salimar (Proteção, defesa)
Sil (os 4 elementos)
Thildel (Magia Negra)
Ewore (Magia Divina)
Lotor (Forja)
Or'ser (Inteligência, inspiração)
Essther (Batalha, guerra)
Dierd (Pontaria)
Inakim (Caos e destruição)

Inakim fora convocado para ser o Deus do caos e destruição, prontamente aceitando o chamado. Zum, Sum e Dum tinham outros propósitos com o Rei Caído e ele tinha um divida muito grande a ser paga.

Os Deuses foram alocados em um grande plano alternativo que os 3 primordiais criaram, era um dos satélites naturais de Eternium e um lugar inalcançável para os seres comuns. De lá os deuses poderiam observar os habitantes, protegendo e guiando os seus adoradores.
Mas as novas precisavam ser espalhadas por Eternium, era preciso que os habitantes soubessem dos deuses, que pedissem sua proteção, que escolhessem ser ajudados. Encarregou cada um deles de achar e guiar um habitante, este seria o representante do deus em Eternium, ele seria o responsável por espalhar a palavra e as bençãos para os outros seres, convertendo e espalhando os seguidores.
E assim foi feito, chamaram os representantes de "clérigos", concedendo a eles a benção suprema os deuses os enviaram com o poder da comunicação direta. A qualquer hora do dia as preces dos clérigos eram ouvidas pelos deuses, sendo assim, os clérigos eram imunes as dificuldades mundanas.

Sendo assim, os 3 primordiais viram que o plano da criação estava tomando seu rumo e correndo de acordo com o esperado. Deixaram Eternium seguir seu rumo por mais alguns anos...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Após os 3 dias de espera Pol'gar tomou a frente e caminhou até a taça, os outros 2 líderes o encararam com respeito, Pol'gar olhou para trás e os olhares se encontraram. Pol'gar viu que os 2 abaixaram a cabeça discretamente para ele, ergueu a taça ao céus e virou o conteúdo em sua boca, imediatamente sua pele ficou pálida, seu corpo parou de emitir calor, seus olhos ficaram negros como a noite eterna, os céus trovejaram em sua homenagem!
-Você, Pol'gar, será imortal! - disse Zum, em uma voz trovejante - Nada será páreo para seu poder, Dum irá te guiar e te orientar com todas as suas dúvidas, seu povo será soberano na arte da invocação dos espíritos, Eternium se ajoelhará com seu fato inevitável.

Pol'gar se ajoelhou em frente a Dum, e com as mãos em seu peitos fez uma reverência ao seu guia, neste momento Pol'gar sumiu em uma coluna de energia espiritual cegando todos que estavam perto. Inakim olhou para Kalusam e se despediu com ódio em seu coração por não ter a coragem de tomar do cálice, Kalusam com o mesmo sentimento preferiu o esconder das entidades ali presentes.

A morte tomou conta de Eternium e todos os habitantes descobriram seu poder com o passar do tempo, desconheciam os poderes desse fato mas sabiam que era algo além da compreensão mortal. Toda vez que algum habitante morre, seu espírito vela seu corpo temeroso com o além vida, logo os espíritos guias chegam e estendem a mão para o recém-falecido. Acompanha-los é inevitável. Chegando ao salões do Sub-mundo um banquete eterno é servido aos recém chegados, que passarão a vida eterna em regozijo. Pol'gar oferece maneiras de reencarnação aos espíritos, sempre servindo para algum de seus propósitos. Os espíritos mais sábios guiam os vivos quando algum ritual de invocação acontece, ajudando-os e os orientando com duvidas e conselhos.

Não existe o julgamentos dos bons e ruins, todos vão para o mesmo lugar, mas existe sim o tratamento diferenciado. Pol'gar é relutante com as pessoas ruins, mas sempre ajuda as que foram boas.

Após a ascensão de Pol'gar, os Orcos conseguiram masterizar a arte da invocação pois ele é bondoso com seu povo. Sendo assim, os Orcos são reconhecidos pela sua maestria com os espíritos e seu total conhecimento sobre a morte. Os Orcos são constantemente insultados pelas outras raças, devido ao ódio guardado de tempos antigos.



~ ~
Depois de voltar para sua terra natal, Inakim avisou ao seu povo a situação pela qual Eternium passaria. Muitos sem entender o porque Inakim não teve coragem o suficiente para assumir o papel, hostilizaram e vaiaram seu líder em meio a um desespero sem igual. O mesmo se sentindo humilhado pelo seu povo guardou seu ódio por algumas semanas, mas vendo que aquilo não cessava, em meio a uma loucura decidiu dar um basta naquilo, reuniu seu império real e deu a seguinte ordem:
-MATEM A TODOS OS QUE SE OPOREM AO MEU ABSOLUTO REINADO, QUEIME OS CORPOS E ESTAQUE ALGUNS COMO EXEMPLO, EU QUERO DAR UMA LIÇÃO NESSA RALÉ SEM RESPEITO! EU. SOU. SOBERANO!

Os guardas, cegos pela lealdade que tinham por Inakim, saíram as ruas matando todos aqueles que permaneciam em frente ao seu castelo, foi um banho de sangue como Eternium nunca havia visto. Os que se rebelaram contra o império caíram  os que eram leais permaneceram chocados em suas casas vendo a chacina que acontecia lá fora. Quanto aos que conseguiram fugir, se estabeleceram em acampamentos improvisados longe do alcance da guarda real, alguns procuraram auxilio em Auk Slam (capital do reinado elfíco), ou ainda, nas tribos de Pol'gar. O reinado de Inakim estava livre dos "infiéis", ele então resolveu re-batizar sua cidade, onde um antigo império morria e um novo estava começando... Sunisia era o novo nome, e por muito tempo ninguém se aproximou de suas muralhas, sendo assim, Inakim a chamou de "Capital do Mundo".

Mas os 3 primordiais observam tudo e eles viram a chacina que Inakim havia causado, viram como os salões de Pol'gar estavam lotados e aquilo os encheu de Ira. Rogaram uma praga terrível em Inakim: Ele não poderia mais sentir amor, ele não poderia mais sentir o vento e nem a luz do sol, seu quarto na mais alta torre do império virou sua prisão, Inakim não poderia mais espalhar descendentes por Eternium... ele seria conhecido agora como Inakim, o rei caído, cujo ódio lhe enlouqueceu e aniquilou sua razão. Inakim agora era nulo, esquecido, infeliz... e o próximo a tomar seu lugar foi Midrius, criado pelos 3 primordiais apenas para assumir seu lugar e reinar Sunisia com a bondade que mereciam.

Eternium nunca mais foi a mesma, e os ventos começam a soprar em outras direções...

Continua

terça-feira, 14 de maio de 2013

Após o aprisionamento das Bestas, os 3 primordiais decidiram se aproximar mais um pouco do seu plano inicial. Decidiram habitar Eternium com todas as formas de vida que estavam escritas em suas mentes infinitas, criaram então quase todas as que vemos hoje, acima e abaixo da terra, nos bosques e nos oceanos... eles fizeram praticamente tudo com o auxilio da força da Vida. E, as formas de vida mais singulares que existem: Os Escolhidos.

Os Escolhidos seriam a raça mais pura entre todas as outras de Eternium, não eram feitas só por 1 miscigenação, mas por várias. Eram eles o que conhecemos hoje por Humanos, Elfos e Orcos  todas elas unidas e convivendo como irmãos de sangue. O número de escolhidos era bem limitado, mas os 3 primordiais deram a eles o poder da procriação, para crescerem e multiplicarem, povoando toda Eternium. Os Orcos são o povo mais recluso de toda Eternium e não foi por acaso, os 3 primordiais deram a eles o orgulho. Se retiravam nas montanhas por dias, adquirindo conhecimento e força, se engana quem acha que os Orcos possuem apenas força bruta, pois os antigos Orcos estão entre os mais sábios de toda Eternium.
Os Elfos e os Humanos se interligavam e sobre todas as outras formas, reinavam. Criaram alianças entre seus reinos e governaram absolutos por centenas de anos.
Enquanto isso, os Orcos estavam presos em seus acampamentos e cavernas, reclusos de tudo o que se passava no Reino dos "cabeças fracas", como gostavam de chamar os Elfos e Humanos. Aprendiam sobre as mágicas da terra, sobre a invocação dos animais, aprendiam rituais curandeiros e sobre as plantas medicinais, treinavam seus aliados na arte da guerra, criavam suas línguas e escreviam seus livros... isso tudo longe do olhar dos outros Escolhidos, mas nunca longe do olhar atento dos 3 primordiais.

Zum, Sum e Dum viram que Eternium estava ficando populosa demais e que logo a comida e os animais seriam pouco para toda aquela população, decidiram uma forma de amenizar aquilo e criaram a "morte", que era o oposto da vida, mas não podiam simplesmente jogar aquilo para toda a população de Eternium sem nenhum aviso. Votaram e escolheram colocar a morte em uma taça feita com a madeira da Grande Árvore, chamaram os 3 representantes de cada variedade dos Escolhidos aos pés da mesma e colocou a taça em cima de uma grande pedra e disse a todos:
-Eis aqui o destino de cada um de vocês. O primeiro a tomar do conteúdo desta taça será o responsável por tudo aquilo que acontecer depois, será o líder do exército dos mortos e terá como responsabilidade guiar os Espíritos e amenizar a dor de cada um deles. O ciclo da vida está criado, cada individuo que vive terá o ciclo imutável, nascer, crescer, reproduzir e morrer. O que está na frente de vocês é muito mais do que matéria, é muito mais que teoria, muito mais que um simples controle... é a responsabilidade suprema.
Estavam ali presente Pol'gar, líder Orco; Inakim, líder Humano e Kelusam, líder Elfo. Os 3 se entreolharam e pensaram, durante 3 dias encararam o cálice e um deles tomou a frente.


Continua

segunda-feira, 13 de maio de 2013

No começo havia o Nada, cansado de ficar sozinho em um grito de desespero criou outras 3 companhias. Chamou-os de 3 primordiais. Apenas não sabia que, existindo algo, o Nada não poderia existir. Sendo assim, sumiu em uma grande explosão, dando espaço aos planetas, estrelas e tudo que é visível no universo infinito. Sua energia foi transferida aos 3 primordiais, que em um sopro de consciência e poder além do comum, tomaram conhecimento sobre tudo  o que seriam. Nomearam-se "Zum", "Sum", "Dum".
Existia muito a ser feito, e os 3 se colocaram a pensar no que poderiam fazer com a vastidão que tinham em mãos. Pensaram, pensaram, pensaram... pensaram por um período de Cinquenta Mil Anos (50.000), o que era irrelevante, já que o tempo para eles não existia. Decidiram viajar pelo infinito procurando um planeta para testar seus poderes criadores. Chegando ao outro extremo do universo, encontraram então um planeta incomum, era pequeno, mas sentiram um poder enorme vindo dali... era a vida! Escondida em um ser incomum, a coisa menos provável para isso circular... uma árvore. Os 3 primordiais tinham conhecimento sobre a matéria vida, mas não sobre a forma que ela iria se manifestar. Sendo assim, acreditando ser um sinal, os 3 se estabeleceram ali, afim de dar início a toda criação.

100 Anos se passaram para que os 3 conseguissem decidir seus planos finais, vendo que Eternium estava vazia, criaram Os Guardiões. Eles não tinham forma, apenas vontade e um propósito: defender a Vida. Circulavam por toda Eternium, protegendo-a dos perigos que poderiam surgir, Zum tomou controle sobre eles e poderia ver e ouvir tudo que os Guardiões encontravam, foi assim que tomou conhecimento sobre as Grandes Bestas, formadas pela Vida no início de sua criação, vagavam escondidas nos subterrâneos da terra. Zum, apesar de tudo, desconhecia seus propósitos e decidiu então mandar os Guardiões para perto delas. O poder que Zum sentiu o assustou, e o fez se enfurecer, no meio de sua ira, Zum praguejou contra a existência das Bestas e Eternium inteira se estremeceu com seu uivo. As Bestas sabiam agora que não estavam sozinhas, e um prazer percorreu suas mentes pensantes. Eternium entraria em guerra.

As Bestas já caminhavam pela superfície ao sentir o cheiro da incerteza, Zum ficou com medo do que poderia acontecer com a Árvore da Vida, mandou então os Guardiões a protegerem e fiscalizarem todos os arredores, deu então o dom da visão aos Guardiões, eles poderiam então prever qualquer movimentação por parte do inimigo. Conseguiram prever o ataque iminente das Bestas, e sabendo do seu destino, se juntaram e o poder enorme os petrificou, lado a lado em volta da grande Árvore. O poder era tão forte e tão puro, que as Bestas sessaram os ataques quando viram que a batalha era em vão. Surgindo do infinito, veio Zum, e com sua imensa força dissipou as Bestas cada uma para um canto, e as aprisionou em correntes de fogo. O mundo então se repartiu, e vendo a Paz que reinava, os 3 primordiais avançaram mais um passo em direção a grande criação.

O egoísmo das Bestas selaram a sua prisão. E até hoje ninguém sabe sua forma, sua face, ou mesmo, se as correntes durarão para sempre...


Continua